A História do Thresh
Thresh não mata depressa, e é precisamente esse o objetivo.
Nem sempre foi um espetro. Outrora guardou uma vasta quantidade de conhecimento arcano, antes que algo mais forte do que a própria vida ou a morte o desfizesse e o deixasse inquieto nas Shadow Isles, um arquipélago sufocado por névoa e fantasmas, um lugar onde morrer raramente resolve algo de vez. Tudo o que perdeu nesse desfazer, substituiu com crueldade, e agora sustenta-se extraindo o sofrimento dos outros com uma paciência que a maioria dos mortais chamaria de sádica. As almas que apanha não morrem simplesmente; aprisiona-as dentro da sua lanterna para serem atormentadas indefinidamente, muito depois de os seus corpos deixarem de importar, despedaçando-as com uma inventividade que parece retirar um prazer próprio do processo.
O seu kit, construído para a função de Support ou Top e alimentado por Mana como o da maioria dos seus semelhantes, é uma extensão direta dessa crueldade. Damnation permite-lhe colher as almas de quem morre por perto, aumentando permanentemente a sua Armor e Ability Power quanto mais tempo durar um combate. Death Sentence acorrenta um inimigo e arrasta-o na sua direção, e voltar a lançá-la puxa Thresh até ele, uma inversão que pune o excesso de confiança. Dark Passage lança a própria lanterna, protegendo os aliados de dano ao mesmo tempo que lhes dá uma rota para avançar para o seu lado. Flay recompensa a paciência entre ataques com mais dano, e depois varre a corrente para empurrar para trás todos os que toca. The Box, a sua ultimate, encerra um grupo dentro de paredes que abrandam e ferem quem as atravessa, uma jaula construída com a mesma crueldade paciente que o define. Nomes como Hecarim e Kalista, ou Elise, Gwen e Karthus, são frequentemente mencionados a par dele, mas nenhum partilha o seu talento particular para fazer a morte parecer apenas o início.
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